sábado, 25 de abril de 2015

Ode ao significante medo em que me vejo

o diabo são os outros,
os outros,
com seus rostos  vertendo ódio
e incertezas,
o diabo é a falta de
perspectiva, de alento,
o buraco no meio da rua,
a topada no meio-fio

a velha mastigando
a torrada
na minha frente
rsk rsk rsk rsk rsk
rsk rsk rsk rsk rsk
rsk rsk rsk rsk rsk

o diabo é
a apatia abrangente
de tantos quantos,
tal qual inseticida,
transformando
tudo
em uma pasta verde

antes o verme,
antes,
à
terra,
menos essa monotonia
múltipla
a céu aberto

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