os copos hoje estarão cheios e as mulheres mais úteis
o sexo mais ágil nos becos, galerias, nos postos de gasolina,
em cada greta do resto da cidade,
em cada cama uma possibilidade,
Lucy
nesta noite,
os homens estarão com suas carteiras mais dispostas,
as mulheres com as pernas mais abertas
e minha gala morrerá
no fundo de você,
Lucy,
Lucy, Lucy, Lucy,
sem fantasias, sem diamantes,
só sexo puro,
só você,
Lucy,
nua, nua, nua
basta
sexta-feira, 9 de março de 2012
...
a maioria das pessoas está repleta de desejos mortos,
moribundos, esfaqueados, afogados, assassinados no curso da vida
deixamos para trás sonhos destroçados, apostas perdidas,
que mal identificamos como nossas,
como se jamais tivessem sido feitas
em nossas mentes tão objetivas,
entorpecidas pelo medo
de viver
arrotamos vaidades, pensamentos loucos,
mas terminamos como o comum dos homens,
bebendo lado a lado com pessoas que nada dizem,
nem melhores nem piores, muitos iguais a você,
homem apenas, comum demais,
até o esgotamento
moribundos, esfaqueados, afogados, assassinados no curso da vida
deixamos para trás sonhos destroçados, apostas perdidas,
que mal identificamos como nossas,
como se jamais tivessem sido feitas
em nossas mentes tão objetivas,
entorpecidas pelo medo
de viver
arrotamos vaidades, pensamentos loucos,
mas terminamos como o comum dos homens,
bebendo lado a lado com pessoas que nada dizem,
nem melhores nem piores, muitos iguais a você,
homem apenas, comum demais,
até o esgotamento
terça-feira, 6 de março de 2012
Oh, Deus, oh, Deus...
então, iremos assim?
sem culhões, sem tesão nem verve,
sem emoção alguma, sem cheiro de mar,
vendo imagens de velhas imagens na TV,
cheirando à merda cotidiana
em que o máximo de novidade
é o estatelar de um copo na cozinha,
uma das bocas do fogão aberta,
ou a compra de um hamster por Sophie
iremos por calçadas desniveladas,
entre rostos vencidos e ignóbeis,
repletas de um vazio aterrorizante,
de homens-cagadas de esquecidas fodas
carregando os genes da inutilidade
assim iremos até o fim,
escarrando a secura da saliva,
bebendo a última talagada,
ardendo no veranico solvente,
respirando suor, sal e poeira,
ansiando sombra ou morte,
aquilo que melhor nos couber
como desfecho
mas sempre existe a possibilidade
de mais cerveja e do relax nesta tarde
se uma bela mulher for vista,
aí o mundo se ilumina,
só por ela
sem culhões, sem tesão nem verve,
sem emoção alguma, sem cheiro de mar,
vendo imagens de velhas imagens na TV,
cheirando à merda cotidiana
em que o máximo de novidade
é o estatelar de um copo na cozinha,
uma das bocas do fogão aberta,
ou a compra de um hamster por Sophie
iremos por calçadas desniveladas,
entre rostos vencidos e ignóbeis,
repletas de um vazio aterrorizante,
de homens-cagadas de esquecidas fodas
carregando os genes da inutilidade
assim iremos até o fim,
escarrando a secura da saliva,
bebendo a última talagada,
ardendo no veranico solvente,
respirando suor, sal e poeira,
ansiando sombra ou morte,
aquilo que melhor nos couber
como desfecho
mas sempre existe a possibilidade
de mais cerveja e do relax nesta tarde
se uma bela mulher for vista,
aí o mundo se ilumina,
só por ela
segunda-feira, 5 de março de 2012
O que devemos fazer para não perder a sanidade II
detesto muitas coisas...
shopping centers, sapatarias,
TV aberta, barbearias, a urgência dos dias,
cerveja choca, bares que fecham ou não abrem,
a morte previsível em cada rosto, cachorros,
pombos, as filas dos vencidos nas loterias,
o caixa eletrônico que reluta em vomitar meu dinheiro
detesto o que fazemos de nós mesmos,
o que nos condicionamos a fazer por comodidade, família,
ou pensando que, assim, estamos nela:
NA SOCIEDADE REGULAR
beleza,
e assim nos moldamos,
autômatos até a medula, há 40 anos,
nascidos para isto, vivemos dessas misérias e certezas
até que não tenhamos forças sequer para resmungar
nem por e-mail
shopping centers, sapatarias,
TV aberta, barbearias, a urgência dos dias,
cerveja choca, bares que fecham ou não abrem,
a morte previsível em cada rosto, cachorros,
pombos, as filas dos vencidos nas loterias,
o caixa eletrônico que reluta em vomitar meu dinheiro
detesto o que fazemos de nós mesmos,
o que nos condicionamos a fazer por comodidade, família,
ou pensando que, assim, estamos nela:
NA SOCIEDADE REGULAR
beleza,
e assim nos moldamos,
autômatos até a medula, há 40 anos,
nascidos para isto, vivemos dessas misérias e certezas
até que não tenhamos forças sequer para resmungar
nem por e-mail
A pé a morte chega
passo por calçadas cheias de ninguém
de pessoas que não me interessam,
de vidas tolas, óbvias demais,
de pessoas que somente andam
e não fazem nada de suas vidas
esperam apenas viver mais uns anos,
formar filhos, ter netos, ver TV
ou participar de uma rede social
até a consumação, o fim
não palmilham outras possibilidades,
não desejam nada mais que isso,
alfafa no cercado e estou feliz,
e eu faço parte disso, não posso me livrar
nem o jogo me anima mais,
estamos todos meio fodidos para as
coisas decentes da vida,
para uma febre qualquer
de pessoas que não me interessam,
de vidas tolas, óbvias demais,
de pessoas que somente andam
e não fazem nada de suas vidas
esperam apenas viver mais uns anos,
formar filhos, ter netos, ver TV
ou participar de uma rede social
até a consumação, o fim
não palmilham outras possibilidades,
não desejam nada mais que isso,
alfafa no cercado e estou feliz,
e eu faço parte disso, não posso me livrar
nem o jogo me anima mais,
estamos todos meio fodidos para as
coisas decentes da vida,
para uma febre qualquer
sexta-feira, 2 de março de 2012
...
sabe, Duc, a construção doida
é uma árvore num pântano
e você está dentro de uma árvore de casca grossa, escura, negra, 1,3 m,
com 1.079 habitantes.
você é o presidente, porra o presidente,
mas 71% do que ocorre lá dentro é democrático, caralho democrático,
é como não poder pegar a cerveja, a qualquer tempo na geladeira,
o que é uma merda, uma bosta enorme.
... continua amanhã porque agora estou muito, muito bêbado...
vou sonhar com isso tudo...
é uma árvore num pântano
e você está dentro de uma árvore de casca grossa, escura, negra, 1,3 m,
com 1.079 habitantes.
você é o presidente, porra o presidente,
mas 71% do que ocorre lá dentro é democrático, caralho democrático,
é como não poder pegar a cerveja, a qualquer tempo na geladeira,
o que é uma merda, uma bosta enorme.
... continua amanhã porque agora estou muito, muito bêbado...
vou sonhar com isso tudo...
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Cavalos ou.... o que vier de lambugem
Malcom tinha uns dentes separados. "Ei, Dusquene, tive um sonho doido, cara". "Que foi?", "Um páreo de bucetas!". Malcom riu seu sorriso de dentes grossos e separados. "Como é?" "Isso que cê ouviu. Um páreo de xoxotas. As bucetas largaram para ganhar o grande prêmio". "E qual era?" "Uns caralhos tesos na horizontal na linha de chegada. Já imaginou..." "Não, não imaginei". Malcom ria, feliz: "Algumas xoxotas tinham os lábios finos. Outras tinham uns grossos que nem dedo de alcatra, Duc. Demais não?". "É". "Umas eram louras, outras rapadas. Uma ruivas. Outras escuras e peludas como um Pé Grande". Malcom gostava realmente daquilo. "Sabe quem levou o páreo?" "Tá, diz, quero ouvir a merda toda". "Piriquitinha, uma azaronaça. Ganhei 350 mangos". Sai. Era demais até pra minha bebedeira. Malcom continuou na corrida, rindo, um vencedor.
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